Sendo pais e o cotidiano num fim de semana: é cansativo demais!

Fim de semana começa com os preparativos do café da manhã: adoramos está refeição, ainda mais com o tempo que o fim de semana permite. Já começa sendo trabalhoso que a mesa fique bonita, atrativa, tipo de “revista” quando é preciso intermediar um pequeno conflito entre irmãs por um livro de pintar. Quando a mais velha senta, a mais nova levanta e começa a perambular, logo deita no sofá e começa a pedir mamá (talvez o terceiro desde a hora que levantou). A refeição segue seu curso, eu e o marido comendo e tomando nosso café e o povo já circulando. É assim, alguns dias ficam mais outros menos, comem meio de pé, deitadas,…, enfim… Sabemos que chegará a hora que estarão à mesa 100%, de verdade isso não me preocupa.

Para promover um brincadeira legal, monto as barracas, uma na mesa e um iglu: panorama caótico! Uma quer entrar na barraca da outra, uma não deixa a outra entrar na sua barraca, os gatos tentam entrar nas duas barracas. Para dispersar a pequena, convido para me ajudar a fazer almoço: deixo que mexa no pote de arroz ( a experiência de enfiar a mão dentro do pote de arroz é uma sensação que me lembra a infância, quando ia nos armazéns, mercados com a minha mãe, onde tinha grãos a granel para vender). Resultado: arroz pelo chão. Consigo que a pessoa se acalme e volte para a sala, já com vontade de chupar um bico, curtir um desenho na TV e se aquietar um pouco antes do almoço.  Nesse meio tempo a outra está jogando memória dentro da barraca.

Fim da tarde, decidimos que vamos contar as moedas do cofrinho para comprar um livro de história para a hora de dormir. Já fazem umas semanas que conseguimos que as gurias venham tipo 21:30 para o quarto ouvir uma história antes de dormir. Cada dia, uma de nós conta a história (às vezes são 2, 3 ou 4 histórias, haja interepretacao) e encerra o que chamamos de “procedimentos noturnos” (escavação de dentes, escolha do livro e a história). Geralmente, o sujeito que está nesta tarefa ali fica, até meados da madrugada, dorme exausto. A vontade era de encerrar os procedimentos, retornar à sala, assistir qualquer coisa na TV, tomar um vinho ou mesmos ler um livro (talvez linhas de um capítulo de um romance que está na cabeceira há semanas e que não avança) mas o corpo não aguenta, o cansaço da semana não deixa. Eu, mal consigo me levantar  da cama da Marta porque é muito baixa e a pança de 29 semanas me acarreta a dores lombares fortíssimas, ainda preciso de um auxílio guindaste para sair do quarto. Sem contar o sono acumulado, hormônios, …

Não seria menos cansativo colocar a dupla a assistir um desenho no Netflix no iPad? Ou deixar adormecer no sofá e depois e depois levar à cama?

Hoje de tarde a minha “siesta” se garantiu porque a pequena dormiu o soninho depois do almoço e a grande ficou vendo DVD na sala. E a quantidade vassouras que passamos na casa hoje para recolher os farelos das andarilhas e os arrozes do chão?

Confesso que não sei de onde tiramos energia para isso tudo. Vejo que vale a pena este esforço porque penso que é nestas pequenas coisas que a infância vai se significando para as crianças.  Talvez pela minha profissão, em todas as fases, desde a gestação até os primeiros anos, leio muito e especialmente agora tenho lido uma francesa chama Françoise Dolto (“Quando os filhos precisam de pais“). Entre outras mil coisas, ela tem um capítulo que fala da leitura e sua disputa com as outras midias. Fala da importância da leitura para os bem pequenos, quando realizado pelos pais e que isto encaminha para o gosto futuro pelos livros.

Quero que este hábito perdure e que meus filhos disfrutem da leitura. Possibilitar que vivam momentos e estas experiências de aprendizagem com os pequenos detalhes do cotidiano nos mostram que vale a pena este cansaço!

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Créditos fotos: Giselle Sauer

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6 comentários sobre “Sendo pais e o cotidiano num fim de semana: é cansativo demais!

  1. Tu só tem foto top em casa guria!!! Brincadeira a parte, a leitura aqui é um habito desde sempre… E ja percebo nos nossos dois o interesse pelos livros! O mais velho começando a juntar as letras, descobrindo as histórias sozinho e criando as suas próprias… A mais nova, passa horas mergulhada nos livros, reinventando suas histórias favoritas! Isso nao tem preço! E o mais incrivel, eles vivem as mesmas histórias que eu vivi qdo pequena, algumas pelas mesmas folhas, outras por ediçoes atualizadas. Concordo muito contigo! Esses momentos, é que fazem valer, sentir e sorrir uma mãe exausta e feliz!

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