Mês: junho 2016

A chegada do Benicio: parte 1 _a tricesárea

A verdade seja dita: o terceiro parto é o mais dolorido! Sim, doeu durante o procedimento e o pós-operatório. O agendamento da cesárea para o meio da manhã me permitiu vivenciar o jejum de 8 horas com tranquilidade. Organizamos as gurias para se arrumarem com a sogra em casa para depois irem para o hospital com os meus pais. Com isso era sair sem olhar para trás (por sorte não houve nenhuma visita noturna na nossa cama!), pegar a mala e ir rumo ao hospital.

A preparação foi toda dentro da normalidade, a anestesia não demorou em pegar, a dupla de obstetras, a mesma das outras, estava numa sintonia muito legal conosco pois lembramos dos outros partos, ouvimos música (Beatles for babies) até que percebi que o papo estava longo demais e o guri não estava saindo fácil. Quem continuava o papo era a anestesista que cada minuto perguntava se doía e eu pedia mais remédio porque sentia primeiro uma queimação e um enjoo, depois sentia como se estivessem abrindo as minhas costelas. Enfim, depois de poucos minutos que na hora parecia uma eternidade, eis que apareceu o Benicio, dia 16/06/16, com a mesma carinha de recém nascido que as trimanas.


Queria ser uma mosquinha para presenciar a reação das gurias ao ver o Ítalo com o Benicio no colo no vidro. A nossa querida pediatra, com meu celular, registrou tudo! Sem duvidas,  por  estarem participando ao vivo desta chegada fez com que pudessem ir elaborando nas cabecinhas delas este novo momento. Ainda na noite anterior, antes de iniciar o jejum, organizei uma espécie de festa de despedida de família de quatro: fiz cachorro quente, pão de queijo, enfeitei a mesa, sorvete com crispis para pontuar a mudança. Brindamos com suco!
Passado o procedimento, lá estávamos nós na sala de recuperação. A minha experiência contou muito para o reencontro com a amamentação: o Benicio já começou ali mesmo a estimular o peito. Não tive dúvidas que quando chorasse era só colocar no peito e ajudá-lo a mamar. Isso me deu confiança e paciência para estar neste local por tantas horas.  


Passado o efeito da anestesia (umas 5 horas depois) a ordem era tentar me levantar com auxílio da enfermagem. Deu certo! Próxima etapa: banho. Ainda tentando me manter esticada, sentindo nada de dor, fui acompanhada da técnica tomar um banho: feito! Passados algumas horas começo a sentir o corte e até hoje sinto ao tossir, espirrar e ao me esticar. Amanhã devo retirar os pontos e revisar. Arde e sintia como se estivesse me rasgando por dentro e agora sinto só por fora.

Tudo isso para dizer que pelo Benicio, pela Marta e pela Sofia fiz e faria tudo isso novamente. Não tenho nenhuma crítica a minha cesárea, bem pelo contrário, me senti segura por trazer meus filhos assim. Ué, umas sentem dor durante outras depois. 

No dia seguinte ao parto, o Italo combinou com as meninas que elas viriam ao hospital conhecer o irmão e ver a mamãe.  Quando elas chegaram a Marta queria ver meu dodói e a Sofia já queria sair pegando no colo. O encontro foi bonito, singelo e doce. Cada uma mostrou do seu jeito o que estava sentindo: Marta indecisão, não sabia se queria pegar no colo não e Sofia querendo olhar ele, cuidando todos os detalhes e querendo segurar. Compramos um presente para cada uma, presente de boas vindas do Benicio, o mesmo que fizemos quando Marta nasceu.  Isso ajuda a quebrar o gelo das maiores, tira um pouco o foco do recém nascido e faz o momento inesquecível por esta lembrança.


A chegada do Benicio foi como tinha de ser: cheia de carinho! A sensação que tínhamos, Ítalo e eu, é que ele sempre esteve conosco. 


A parte 2 da chegada virá em breve com o tema: as adaptações.

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Quando um filho adoece e para ficar bem precisa de um procedimento cirúrgico

Este post não será novidade para muitos e com certeza será unanimidade: ter um filho sofrendo com alguma dor é dor que mãe carrega, sente e sofre junto.

Hoje estivemos no hospital com a Marta para um procedimento bastante corriqueiro: retirada de adenóide e colocação de dreno ou tubo de ventilação no ouvido (não se percebe, fica lá no tímpano, deve ter uns 3 mm). Este procedimento já realizamos com a Sofia quando ela tinha seus 2 anos e meio para solucionar as otites de repetição que ela sofria. Era muita dor de ouvido que nada tem que ver com molhar ouvido no banho e sim com uma anatomia de ouvido que não ventila e retém secreção de rinite alérgica. No caso dela, o uso de antibióticos, dores e rinites praticamente se solucionaram. Nem lembra como foi.

Para Marta, este foi o terceiro procedimento: ano passado fez duas vezes, chegou ao ponto de expulsar o dreno de tanta secreção que fazia. Agora, conforme a nossa otorrino, a retirada da adenóide é indicada quando esta está aumentada ou em caso de re-colocação de dreno (caso da Marta). O prepararo pré-cirúrgico de jejum foi relativamente tranquilo, jantou e mamou às 23:00. Para darmos atenção 100% a ela, contamos com o apoio dos triavós que receberam a Sofia para o pernoite com direito a bolo de cenoura, pipoca, pijama novo e outras regalias.

A conversa com a trifilha sobre o procedimento foi fundamental. Esse papo  aconteceu desde os exames de sangue que eram necessários para a cirurgia: foi explicado que íamos a um lugar, que tinha moças de branco como a doutora, que ia fazer um pique no braço dela (semana anterior eu tinha feito e mostrei a elas, ajudou na compreensão), que era como um mosquito brabo, que ia doer um pouco e que era rápido. Ela foi o caminho todo perguntando se ia fazer pique, se tava quase chegando. Já no local, quando fomos chamados, foi caminhando, mexeu nos brinquedos (sala especial para as crianças faz a diferença) e quando a coletadora entregou pra ela um tubinho para ela segurar, pediu para ela subir no colo do pai ela já saiu levantando a manga. Chorou, não se debateu e nem resistiu, quando terminou, perguntou: “deu?”.

Sobre hoje, conversamos que os médicos neste lugar que íamos se vestiam de azul, que ela e o papai iam colocar uma roupa e uma toca ( desta vez, pela gestação não entrei no bloco) e que a doutora ia deixar o ouvido dela bem bom, que não ia doer mais. Na recuperação, depois de uns 40 minutos de procedimento, chorou por uma hora quando acordou pelo efeito da anestesia, querendo arrancar os fios, acesso e se debatendo. Assistiu alguns desenhos no ipad, reclamou de dor na boca e só teve alta quando estava bem acordada, depois de se alimentar e fazer xixi, umas 6 horas depois.

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Descanso da corajosa

Sabemos que teremos dias complicados pois na cirurgia foi visto que havia muita secreção e para prevenir terá que tomar duas doses de antibiótico injetável pós-alta. Os dois primeiros dias podem ser de incomodo e dor. Estamos preparados para dar todo o carinho e atenção. Conto que o Benício fique mais uns dias na barriga (37 semanas hoje!) e que a Sofia seja compreensiva. Sem dúvida que pela confiança que temos na otorrino (obrigado Larissa Enéas!!!!) e na segurança que este procedimento é o caminho para o alívio destas dores, encaramos bem este procedimento e encorajamos todos aqueles pais que vem enfrentando este problema.

Assim como fizemos com a Sofia, recompensamos com uma surpresinha, a Marta ficou muito feliz com a Equestria dela e nós emocionados com pergunta dela: “é para a Marta?”.

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Faceira com a surpresa