Terrible two e a estréia da Marta no cinema

Quando a Sofia passou pelos terríveis dois anos ou também conhecido como terrible two lembro do Ítalo dizendo: onde foi parar nossa Sofia? Educada, ótima parceira de restaurante ou supermercado tinha se transformado naquelas crianças birrentas que tanto tememos que nossos filhos virem. Um episódio que ficou na minha memória foi uma noite em que nós dois estavamos na cama e ela na sala vendo o Mickey. Provavelmente cansados dos chiliques e do corpo mole (a melhor expressão para quando pegamos a pelo braço e a criança se amolece e se atira no chão) tipo 22h, sem ânimos para embate. Algo errado estava acontecendo e tinhamos que agir: levamos de arrasto para o quatro a guria berrando “Mickeyyyyyyyy”. Depois deste dia não tinha mais TV depois das 21:00 e o Mickey sumiu misteriosamente da nossa casa (ele voltou mas com menos força uns anos depois).

Fora isso, lembro de quando a Marta nasceu algumas rebeldias típicas da fase porém mais controláveis. A Sofia tinha 3 anos e 5 meses e já era mais fácil de dialogar. Alguma vez se meteu embaixo da mesa para não tomar banho ou tentou ver desenho fora do horário, deu para superar tanto que não recordo de nenhum outro evento. 

Com a Marta os “terrible” estão bem terríveis. Não tenho dúvida que há diferenças de personalidade e temperamento jogando forte. Fora isso, tem a faixa etária que urge por autonomia e a conquista da fala da menina para conseguir ou negociar o que quer ainda não subtitui o choro e grito do bebê. Temos ainda na bandeja um recém nascido (nosso Tribaby) tentando ganhar espaço entre as Trimanas. Em resumo, temos uma linha de batalha forte: oferece o copo azul, quer o verde e chora e se escabela por isso; vamos para o banho não deixa lavar o cabelo e chora e berra, vai para a mesa comer, se não gosta, cospe ou joga no chão. Que horror, essa criança não tem limite! Tem, só que está testando…e como!

Respeitamos está busca de independência com segurança (permitimos que faça aquilo que ela consegue ou treinando conseguirá , por exemplo tomar em copo normal, servir água, mexer o Nescau). Ao mesmo tempo nos desdobramos para dar o colo que ainda a Marta bebê quer. 

Vemos que quanto mais oferecemos a chance de escolher sobre algo mais colabora (oferecer a escolha sabendo que quem escolhemos fomos nós mas ela acha que foi ela: tu escolhe calça branca ou preta. Comer ou não comer, banho ou não banho não podem ser opções pois são obrigações). Bater de frente é pior: o lema é se berrar não tem conversa, só voltamos a conversar quando parar a gritaria. 

A ida ao cinema com os amigos da Sofia foi uma oportunidade da Marta experimentar um programa de criança grande acompanhada da irmã. Estava achando que era cedo, mas vi que era o momento e deu certo. Foi bem, ficou no colo, pediu bico, quase dormiu mas aguentou até o final (Procurando Dory para ela era um filme de peixe, mas valeu mesmo assim!). Saímos para pegar pipoca no meio para e restaurar a atenção. Depois do filme, teve sorvete e o programa foi completo pois consegui estar a sós com elas por algumas horas. Nestas situações parece que os terrible desaparecem! Chegou em casa, brincou com a Soso e quando percebi que estava cansada já agilizei o banho: com cansaço não tem quem consiga evitar a gritaria e é preciso cortar antes que a adolescente surja.

Benicio também deu o salto de independência dele: tomou 80 ml de leite materno que havia estocado na mamadeira pela primeira vez. Segundo o Tripai fizeram uma tarde de meninos vendo Discovery Turbo.

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