Desabafo sobre a amamentação 

Em primeiro lugar, preciso avisar às potenciais mamães que o assunto amamentação é punk e que o ato talvez seja mais dolorido e cansativo que a própria gravidez e o pós-parto. Dizer também que não pretendo falar dos benefícios da amamentação, isso é inquestionável. 

Mas mesmo depois de três filhos ainda sofre? Sim. Vamos por partes. Amamentar, na minha opinião, é uma das ações que o ser humano realiza com sua prole que é mais próximo do comportamento animal. O instinto do bebê ao sentir o cheiro da mãe e começar a mexer a cabeça, tipo pica pau, atrás do peito é animal. Matar a fome de um filho com um líquido que produzimos é animal. O fato de que só a mãe pode resolver aquele choro, quando nos dizem o que sabemos que é verdade: “deve ser fome”, “é teta que ele quer”, “pobrezinho, dá mamá, ele tá com fome”. Isto deixa registrado o quão animais podemos ser e como isto pode nos deixar cansadas.

É a balança que nos mostra como a amamentação está dando bons resultados

Sobre esta produção tenho que dizer que é mágico. O bebê começa a sugar e a produção se concretiza. Aqueles conselhos antigos que tem que descansar para ter bastante leite é verdadeiro. Que fabrica que produz sem energia? Tem que cuidar a alimentação, comer bem. Claro, que fábrica que funciona sem matéria prima? 
Recém-nascido é bem desorganizado com o fuso horário do mundo. Recém-mãe é bem atrapalhada com seu pós-parto físico (dor dos pontos da cesárea ou parto), turbilhão hormonal e noites mal dormidas tentando se ajustar a sua nova cria. Cansaço define estes primeiros dias. Tudo isso se potencializa com os peitos tentando se acostumar com aquele sugar que muitas vezes machuca e agrega um desconforto a mais nesta fase. Diria que é dor por todos os lados.

Bem, dá para dizer que atualmente, Benicio com dois meses, a sensação que tenho quando termino de amamentar é que sou um celular com 1% de bateria: preciso ser colocada para carregar. Uma fábrica que precisa comprar mais matéria prima para produzir. Agora tenho bem claro que amamentar meninos e meninas tem muita diferença mesmo: eles mamam demais!  Com isso, a fome, a sede e o cansaço da Trimãe é muito maior. É físico, mais forte do que eu. Tento vencer a barreira do sono: muitas vezes troco o sono por um bate-papo com uma amiga, um passeio, um banho, dar banho em algum dos três, cozinhar, coisas básicas. 

Não posso negar e tenho que dizer que o Ítalo também cansa: enquanto estou amamentando tem duas “sugando” a atenção dele. Ele levanta para me trazer o Tribaby de madrugada, como fez com as gurias. É uma fase que todo mundo cansa, requer rituais, cuidados e entrega para que dê certo. Aquela mãe/pai que tem que levantar de madrugada para fazer mamadeira támbem cansam, o amamentar seja no peito ou na mamadeira, nos exige muito mas nos presenteia com o crescimento dos nossos filhos. Tento me convencer disso quando estou exausta. Pensar que a privação do sono nesta fase deve fazer parte do plano para nos deixar mais resistentes e fortes. Só pode ser esta a explicacação… 

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