O incrível poder de respirar fundo

Terminando o feriado fico pensando o quão importante para uma mãe poder respirar fundo e seguir como se não houvesse amanhã, ontem e hoje. 

Dia de feriado é intenso, praticamente 100% kids&baby. Ainda sou muito demandada por meus tripequenos: Benicio na amamentação exclusiva, Marta e Sofia por companhia ao brincar, Marta sempre atrás do bico, Sofia querendo decifrar as palavras mais escabrosas. Sem contar que sempre tem um que fez cocô e precisa de ajuda para se limpar ou ser trocado ou fez pelo caminho. Fora isso a fome fora de hora, a sede que surge quando sentamos para comer, o mamá que tem que aparecer logo depois do almoço quando nem sequer a mesa foi tirada. 

Sofia sendo irmã mais velha
Dar colo para o mano faz parte da bagunça

Lembro vagamente de como era acordar em dia de feriado sem hora para levantar. Sempre gostei em véspera de feriado ou sexta-feira cozinhar algo legal, tomar um vinho, curtir o não ter compromisso nosso dia seguinte. Fiz isso ontem à noite: jantamos um peixe delicioso e só, às 22:30 já estava dormindo. O compromisso começou hoje de manhã (4:30 com a mamada do Benicio, mas nem conto porque faço de luz apagada) curtindo um friozinho embaixo das cobertas, ainda amanhecendo, ouço aquele “mamãenhê” a la Marta que logo sobe na nossa cama, pede mamá e ao tentar ser convencida a esperar começa a choradeira ransosa, sai aos berros, vai para a sala, começa a repetir “desenho, desenho, desenho” eu faço shhhhhhh, ela vai correndo para o quarto e tenta acordar a Sofia. Eram 6:45… Respiro fundo, pego a moça, levo para a sala, faço mama e começo o dia. Logo vem a Sofia. Tripai e Tribaby surgem na sala às 8:30.

Esta semana também respirei bem fundo para não perder a cabeça. Marta fica em casa de manhã porque está meio ranhenta e chove. Este dia, por sorte, tinha a ajuda da secretária/santa/suporte do lar. As maiores brincam bem, sem briga. Estavam fazendo poses e tirando fotos com meu celular. Eu trocando uma fralda e detecto que Benicio precisa de banho tamanho o estrago.

Cara de bons amigos

A secre traz a banheira e larga em cima da minha cama. Nisso seguem as poses quando a Sofia diz: agora de pé Marta! Bingo: a banheira vira inteira em cima da cama. Fiquei com tanta pena da cara de paisagem que a Marta ficou que respirei, descontrai e ri com elas. Tirei fotos, fiz vídeos. Ok, esta noite dormimos no sofá tamanha molhaceira.

Cara de paisagem da Marta

Ser pai e mãe, pra mim, é fingir que não se lembra como é acordar sem compromisso para não ficar sofrendo. Lembro que quando morávamos em Barcelona o Italo sempre queria que eu acordasse cedo para tomar café, eu me forçava, para fazer companhia. Sempre fui mais sonolenta. Acho que deveria ter feito uma poupança de sono.

Hoje em dia, me esforço para levantar, o cansaço da hipervigilancia materna é grande. Talvez por isso, nós, as mães sonhamos em ter momentos a sós no banho, na cozinha, para ter uns minutos de cabeça em branco, respirando fundo sem pressão. Nada disso faz com que amemos menos nossos filhos, bem pelo contrário, sempre devemos tentar achar estes espaços para respirar fundo sozinhas, é restaurador. Achar espaços é preciso: para tomar café só com o marido, tentar ver um filme (eu atualmente durmo quando ainda está aparecendo o elenco), se exercitar (preciso retomar), namorar, enfim sermos nós mesmos. Eu não vou abrir mão disso!

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