Para 2019: conciliação gentil

Sempre que fecha um ano tenho a sensação que passou uma eternidade. Até que não estou tão errada. Especialmente o ano que passou foi cheio de mudanças além das expectativas de sempre para todos nós, a mais significativa, o nosso retorno a Bento Gonçalves. Com isso, adaptações por todos os lados e a palavra chave pra mim, enquanto TRImãe tabalhadora foi conciliação.

Adaptações, para que fossem saudáveis e com possibilidade de êxito precisam ser feitas com tempo o que de fato não tivemos. Ao receber a notícia que aumentaria minha carga horária em Bento e que trabalharia 4 noites aqui imediatamente precisava ter estas crianças matriculadas em escolas (com uniformes e materiais escolares incluido). Além disso lugar para morar e a mudança propriamente dita.

Sofia atônita com a mudança

Nesta altura digo que a mudança física foi o mais simples. Horas de dedicação para colocar quase tudo no lugar e isso se resolveu. E ser continente e ajudar estas crianças a criar laços e vínculos num lugar diferente pra eles? Esse foi a desafio do ano. Sem contar novas atividades na escola (Ginástica Artística foi a cereja do bolo para as meninas), rotinas diferentes (crachá para entrar no colégio, entrar sozinhas as vezes), amigos diferentes, horários diferentes,….

Noite especial: apresentação da Ginástica Artística da Marta e da Sofia

Uma nova rotina se apresentou em que a TRImãe está de manhã com eles ajudando em temas, brincando, fazendo almoço, arrumando lancheira, ajeitando bagunça e se emperiquitando para sair pra trabalhar na mesma hora que o trio sai para a escola. Tudo isso transcorrendo com normalidade, sem choro, brigas, tá? Doce ilusão! Foram poucos dias em que algum deles não saiu chorando porque não queria ir de casaco ou porque queria apertar o botão do elevador. Motivos para sair resmungando nunca faltam.

TRIpai, mesmo na ponte Bento-Poa, fazendo o meio de campo (coleta em escolas, banhos e jantas) até os 45 do segundo tempo quando encerro a jornada laboral feliz e plena e chego ao lar e começo a terceira jornada. A terceira jornada se configura quando há seres humanos acordados quando chego, conflitos para resolver, roupas para recolher porque pode estar ficando úmida com a umidade. Essa ordem pode mudar e sempre muda, pode ser um tema que requerem ou uma pia com louça desde o café.

Conciliar maternidade, pra mim é isso, é seguir me sentindo plena, feliz e realizada no trabalho e ainda ser presente na vida dos filhos, sendo ainda esposa e mulher. Tudo isso requer muita, mas muita resiliência. Cansa demais, emocionalmente. Ter que cruzar os dedos para que as apresentações do dia das mães não coincidam para poder participar e ainda chegar em tempo na minha aula é todo um desafio que não depende de mim.

Uma das palestras que ministrei, esta foi na Unisinos, em São Leopoldo

Para 2019 tenho expectativas que, superadas as adaptações, eu consiga dar mais conta, se possível que lembre de mandar a fotografia para a homenagem aos pais no dia certo, que consiga participar das reuniões, que tenha paciência com as brigas. É esperar pouco?

Selfie da TRIfamilia na nova Orla do Guaiba em Porto Alegre

Quero me sentir em paz com o meu papel de mãe e com a minha realização profissional. Quero tomar um vinho com o TRIpai sem ser incessantemente interrompida por pedidos de mama ou para ouvir uma queixa. Sou daquelas que quero participar de tudo e por isso seguirei lutando para estar inteira para todos. Que seja um ano gentil e de conciliação.

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