O desfralde do terceiro: a missão

Na casa da vó, ainda fazendo xixi por cima da sunga… o que vale é a intenção!

Uma das metas para as férias era investir tempo e paciência para o desfralde do TRIBaby. Como com as meninas, tentamos observar os sinais de desconforto ou incômodo pelas fraldas, sinais estes, pouco frequentes no moço. Minha baixa experiência com meninos dizia: os guris demoram mais, esse vai ir de fralda até a faculdade, nem se importa de estar de fralda,…

A verdade seja dita, para desfraldar muitas condições, além da maturidade da criança estão em jogo. Entre elas a disponibilidade dos pais de estarem pendentes para levar mil vezes no vaso/pinico, sem falar da paciência de limpar muitas cuecas e chãos. Fora isso, no inverno vejo este processo ainda mais desumano por isso, o verão é muito favorável.

Tendo este panorama, Benício nos seus 2 anos e meio já começava a mostrar curiosidade pelo vaso sanitário e como o TRIpai fazia xixi. Eu muito intrigada no processo com menino: sentar ou não sentar? Penico, vaso e/ou mictório? Na consulta recente com a pediatra esclareci que mesmo sendo meninos, o aprender a fazer xixi sentado vai ao encontro da maneira que o estavam acostumados a fazer na fralda: relaxados. Por isso, o primeiro foi adquirir o acento redutor. Ofereci algumas vezes e ele mostrou medo, não forcei.

Na semana que ficamos no interior, na casa da sogra, pelo pátio e piscina, o contexto era muito favorável a iniciar o treinamento. Começou a fazer xixi e avisar depois, por cima da sunga. Dias depois, xixi por cima da sunga sentado no penico. Nesse meio tempo mil cocôs escaparam. Logo ensinamos a baixar a sunga: bingo! Sentado saiu dentro do penico, beleza. Assim foi por uma semana.

Semana seguinte, de volta a casa, xixi só sentado, mas no vaso. Neste período o interesse pelo acento surgiu, ok, vamos lá! Muitossss xixis no vaso, nenhum no penico nem no mictório. Cocôs? Milhares nas cuecas, nenhum no vaso, nem penico: saldo de 2 cuecas no lixo. Aliás, o mictório foi um mistério, achei que nunca ia ir.

Evento determinante para o xixi de pé: passeio na casa da Ovelha. No meio de uma demonstração de cães pastores com ovelhas o bonitinho pede xixi, sem banheiro perto. E agora? Baixo as calças e digo: faz aqui, força, banheiro longe, mira na formiga. O guri começou a fazer força e as gotinhas começaram a cair, logo veio o jato. Alívio e orgulho, disse pra ele, não faz mal molhar um pouquinho, né? Ele concordou orgulhoso!

Benicio e Marta na Casa da Ovelha, em Bento Gonçalves.

Semana seguinte, praia, beleza, terreno favorável para o treinamento. Seguimos nos xixis nas formigas da grama, alguns no vaso, beira da praia e TODOS os cocôs na sunga e/ou cueca. Já sabia de antemão que o cocô demorava mais, vamos bem.

De volta a casa, tudo preparado: acento, penico e mictório. A preferência inicial pelo vaso, sentado, ok, melhor lá que no chão. Logo o mictório começou a ser visto como prático e desafiador: tem uma mira que muda de cor quando o xixi toca. A primeira vez que viu a mágica, deliro total! Xixi dominado, sacode e guarda por conta, só pede o público, geralmente eu, mas as TRIsisters dando maior apoio, chamando para ir com elas, por conta mesmo. Amando isso!

E o cocô? Bom, esse veio como uma grata surpresa. Tentamos levar sem vontade, até o TRIvô entrou na tentativa, mas não vinha.

TRIvô ajudando o TRIbaby. Reparem no penico no chão 🤔

Nós sempre perguntando, estimulando, mas sem forçar, sabemos como é delicado e importante esta fase. Uma tarde, por conta, o TRIbaby que já está um TRIguri faz cocô no vaso e chama: fiz cocô, vem! Vou correndo e bingo! Metade no chão e outra metade no vaso, ótimo, maravilha, incentivo e festa, estamos lá!

Depois disso, só alegria, ainda hoje, superamos tudo. Crianças a mil, dia feio, pediram para descer no play, nos olhamos e dissemos: só lá e olho no Benício. Descemos olhar umas quantas vezes, tudo lindo: estavam brincando de fazer filme. Quando descemos para chamar, Benício sentando no banco, Sofia vem com a história: “não fiquem brabos, mas ajudamos o Benício a fazer cocô. Fez um pouquinho na cueca, outro pouco no vaso. Eu lavei a cueca com sabonete e a Marta limpou ele”. Oi???? Sim, tudo isso! Eu pergunto: “mas se lavaram a cueca, cadê ela? Sofia responde: “nele, u锑.

Enfim, tudo isso para dizer o quanto este processo todo é delicado e que depende de criança para criança. Além disso, não deixar de dizer que o desfralde vai acontecer e que ele é uma etapa muito importante para o desenvolvimento, por isso, forçar, adiantar ou exagerar pode trazer consequências para a personalidade. Digo toda essa parte final como Psicóloga, sim, esse papel também habita em mim. Ninguém vai para a faculdade de fralda, por isso, é fundamental estar atentos aos sinais de maturidade e ter coragem, sim, o desfralde é uma fase que na minha TRIperspectiva exige coragem.

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